 |
| |
| |



|
BRASIL, Sudeste, BELO HORIZONTE, Homem, de 56 a 65 anos, Portuguese, Livros, Esportes, Música
|
|
|
 |

|
|
 |
| |
Sugestão a um programa de televisão
Estou assistindo o programa Globo News Painel. Como o apresentador do programa Willian Waack disse: O “Globo News Painel” não é um programa feito por paulistas para paulistas, eu pergunto: Será?
Vejamos: No programa são convidados debatedores, em mais de noventa por cento das vezes, paulistas. Os assuntos, mesmo quando se trata de Brasil, são tratados pela ótica paulista e muitas vezes paulistana, o que ainda reduz mais a sua visão nacional. Às vezes abrem uma brecha para alguém do Rio de Janeiro e é só. Será que só existem grandes sociólogos, antropólogos, juristas, economistas, psicólogos, médicos, engenheiros, físicos, teólogos, filósofos e sei eu mais que especialidade vocês costumam chamar, na USP, na UNICAMP, e em outras universidades paulistas? Será que o Brasil é tão pobre de cabeças pensantes? Será que somente em São Paulo existem Fundações Culturais de onde vocês extraem seus debatedores? Todas estão reunidas nesta paulicéia desvairada?
Porque mesmo quando discutem o Brasil o fazem com uma ótica paulista ou até mesmo paulistana, isto fica mais do que claro para quem assiste ao programa. Fica então uma ótica canhestra, vesga, zarolha. Fica uma visão unilateral e muitas das vezes uma visão míope, pois sem a amplitude necessária. Reflitam o que estou dizendo, por favor. O programa é nacional como disse o apresentador Willian Waack e o Brasil é muito maior do que São Paulo, infelizmente para a arrogância deste estado e dos homens de sua mídia.
Desculpem-me. Ando farto desta visão unilateral usada por uma mídia que por imposição do dinheiro é feita em São Paulo abarrotando o Brasil de maneirismos do Jeca Tatu. O Brasil era mais charmoso e menos caipira quando o Rio de Janeiro era a fonte de inspiração para ele. Que saudades das emanações que Copacabana, Ipanema e Leblon dispersavam para todo o Brasil. Hoje temos que nos conformar com aquelas vindas da Av. Paulista (meu), da Vila Maria e do Parque Edu Chaves (ôrra meu!!!).
Gerson Alvim Pessoa
Belo Horizonte/MG
Categoria: Crônicas
Escrito por Gerson Alvim às 00h44
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
 |

 |
| |
O massacre pela audiência
Já não agüento mais. Desde domingo próximo-passado tenho ouvido pelos jornais televisivos uma enxurrada de notícias sobre a morte da menina de cinco anos de idade em São Paulo. A notícia foi dada e comoveu o país. A partir daí a imprensa, que precisa de notícia a cada minuto para poder sobreviver, cria fatos, insufla a alma das pessoas com comentários de fundo emocional para obter audiência. Esta mesma imprensa, estes mesmos meios de comunicação já se esqueceram do que fizeram com os donos da “Escola de Base”, da mesma cidade de São Paulo onde aconteceu este fato de agora, “a morte da menina que foi jogada pela janela”. Eles, os donos da “Escola de Base”, perderam a sua vida. Hoje, pelo que consta, tentam refazê-la a duras penas. E a imprensa sensacionalista, como sempre, tocou o barco pra frente. Sei: tudo levar a crer que foi o pai ou a madrasta que cometeram este horrível assassinato. Mas existe alguma prova cabal, contundente? Ainda não. Mas a mídia precisa de fatos. Sabemos que é ensinado nas escolas de comunicação que um cachorro morder uma pessoa não é notícia, mas uma pessoa morder um cachorro é. Por isso, porque não dizer que o bicho homem mordeu o cachorro sem saber se foi realmente verdade? Se foi um bandido que atirou a criança do prédio (o que também é animalesco) a notícia perde a força quando se “trata” do pai, mãe ou madrasta, então porque não alimentar subliminarmente nas pessoas a idéia de que foi o pai ou a madrasta da menina que cometeu este horrível crime, não é mesmo? Assim teremos notícias por uns quinze, vinte, trinta dias até aparecer algo mais apetitoso para termos pontos, muitos pontos no IBOPE e conseguirmos sempre mais anunciantes pela audiência conseguida através do sensacionalismo barato. E então os patrões, donos das emissoras de rádio e televisão, dos jornalões e jornalescos ficarão satisfeitos, pois encherão as suas burras com o dinheiro ganho pelos anunciantes cada vez mais ávidos em vender.
Para massacrar qualquer pessoa, o que não está correto, diga-se de passagem, não seria bom esperar o veredicto da justiça? Porque não somente dar a notícia limpa, sem recheios de emocionalismo?, fazendo com que pessoas fiquem histéricas na porta da delegacia, gritando pro pai que chega para se entregar: Assassino... Assassino.
Sair com psicólogos, que também querem aparecer, fazendo entrevistas com pessoas do povo e eles, os psicólogos, analisando o comportamento destas mesmas pessoas sobre o caso. Isto é nojento.
A imprensa faz este tipo de papel sabendo que o está fazendo. A imprensa insufla as pessoas. A imprensa conduz os corações e mentes do povo. A imprensa é má quando se trata de trabalhar em causa própria. Para se dar a notícia vale qualquer coisa. A população brasileira, principalmente os mais humildes que se deixam levar pelas notícias feitas na medida exata da emoção burra, entra em transe e desespero fácil, talvez pela pouca educação, talvez pelo sofrimento de toda uma vida que levam, talvez pela falta de preparo emocional. Transformam-se em boiada, massa de manobra.
Se alguém desta imprensa ler o que estou falando dirá que o papel dela é esse mesmo, ou no máximo, dirá que tenho razão, mas continuará fazendo o seu papel de “Lobo do Homem”, ou então, bem provavelmente, calará a boca. Ela sempre tem razão, não aceita comentários que a joguem contra a parede. Ela se julga Onipotente, Onipresente, Onisciente.
Estou farto.
Gerson Alvim Pessoa
Categoria: Crônicas
Escrito por Gerson Alvim às 14h46
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
 |

 |
| |
À MINHA BELO HORIZONTE
Em homenagem à cidade onde nasci, Belo Horizonte, que hoje completa cento e dez anos, segue abaixo um poemeto, cometido há algum tempo. Já coloquei neste blog outro que cometi sobre o mesmo assunto, faz algum tempo.
Serra do Curral e outras Serras
As serras da minha terra – conheço poucas,
Quase só a do Curral,
Negra – Íngreme – Vertical,
Do Sion quase à Baleia,
Cada metro, dobra e veia.
E elas são tantas!
Quase infinitas.
Inexpugnáveis – Duras – Maciças,
Sobejamente abundantes – bonitas.
Entrecortam-se qual laço de fitas.
Mas delas...
Quase não sei.
Categoria: Poetando
Escrito por Gerson Alvim às 17h08
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
 |

 |
| |
UMA QUESTÃO DE ESCOLHA E BOM SENSO
QUEREMOS SER UMA NAÇÃO DE BOÇAIS?
Vi na televisão uma propaganda de uma emissora de rádio, muito bem feita, diga-se de passagem, que colocou uma comentarista da emissora falando em praça publica, e as pessoas se juntando em volta dela enquanto dizia, entre outras coisas: “...vocês precisam escolher o que o Brasil precisa mais, se de Universidades ou Escolas Técnicas...”.
Eu penso que a conversa sobre educação vai muito além de saber se precisamos de Universidades ou de Escolas Técnicas. Eu acho que, na verdade, o Brasil precisa de uma EDUCAÇÃO DE BASE COM QUALIDADE e quando digo: de base estou dizendo da educação que começa no maternal. Não adianta termos ótimas Universidades, nem excelentes Escolas Técnicas, (o que não é o que acontece em nenhum dos dois casos, guardando algumas ilhas de exceção em alguns cursos de algumas Universidades) se não tivermos uma educação de base em nível de excelência, de norte a sul, de leste a oeste no Brasil.
Venho acompanhando os debates que a partir da constatação de um órgão da ONU, se não estou enganado, que disse estar a população estudantil do Brasil em um dos últimos lugares no mundo, quando se trata da educação básica. A garotada não sabe fazer as quatro operações, não sabe ler nem escrever, e quando lêem não conseguem interpretar o que leram em sua grande maioria. Isto sim é preocupante. Como podemos esperar que algum profissional, liberal ou não, consiga um dia ler e entender, por exemplo, um manual técnico da sua área de trabalho?
Então dizem alguns: “Mas os professores do ensino básico ganham muito mal”. Tudo bem, concordo que temos urgentemente que melhorar o salários destes professores. Mas será que é somente isto? Acho que a discussão passa por algumas perguntas:
Primeiro: Será que se o salário fosse melhor, muito melhor do que os professores recebem hoje, não teríamos pessoas mais capacitadas ensinando? Por saberem que professor recebe pouco, apesar de gostarem daquela profissão, muitas pessoas vão procurar outra área de trabalho, deixando o ensino entregue aos menos capazes. Com certeza teríamos melhores professores se os proventos pagos fossem condignos à profissão.
Segundo: Será que somente a melhora dos proventos dos professores resolveria a questão?
Já que os professores que temos são estes, não já passou da hora de ser feito com eles uma reciclagem pra valer, onde voltem aos bancos escolares se qualificando melhor?
Terceiro: Fazendo esta reciclagem com os professores, mas uma reciclagem séria, e não algo como: (Nós fingimos que ensinamos a vocês; vocês fingem que aprenderam conosco e toquemos o barco).
Reciclagem que, quem não mostrar aptidão para o ensino e nela ter adquirido realmente conhecimento para ser repassado aos alunos, ser eliminado do quadro de professores, ou voltar novamente à outra reciclagem até estar apto para lecionar.
Sei de casos de professores de português que nunca leram um livro do inicio ao fim. Para fazer o vestibular, por exemplo, leram resumos de livros, e na faculdade, (isto quando cursaram faculdade) também só leram resumos de alguma obra ( isto quando leram). O mesmo serve para professoras que cursaram o Normal.
Já vi professor de matemática, história e até de português dizer:
“Põe MENAS comida no meu prato”. Ou: “Esta comida está MEIA quente”.
Eu pergunto: Como é que uma pessoa que fala desta forma pode se candidatar a ensinar? Não é que eu ache ser preciso falar com a linguagem chamada “culta”; mas um mínimo necessário de conhecimento para saber se expressar é obrigatório.
Uma professora ou professor que pergunta em sala aos alunos: Quem peidou? Não dá. Desculpem-me, mas não há outra forma de dizer o que eu quero. Isto que acabo de falar eu já tive notícias de ter acontecido em sala de aula.
Os mestres e mestras têm que fazer o papel de educadores também, pois, infelizmente, na grande maioria dos lares brasileiros, pais, mães e responsáveis não têm base nenhuma para formar um cidadão minimamente educado, que saiba se comportar. Então, a educação, além da formal, tem que passar também pela educação básica informal, educação que deveria ser dada nos lares e não o é. E para isto os professores têm que ser preparados, pois eles também (uma parte deles) não possuem esta educação que deveriam ter tido em seu berço. Sei que é uma tarefa árdua para o Estado brasileiro, mas infelizmente não tem outro jeito.
As escolas públicas precisam ser de horário integral. A criança tem de nela entrar pela manhã, às 7 ou 8 horas, e dela sair às 18, 19 horas. Não tem outra forma pois, menino que estuda em escola pública, geralmente é filho de pai e mãe analfabetos ou semi-analfabetos, e quando não é este caso, são pais que trabalham fora não tendo tempo para dar aos filhos, um acompanhamento nos deveres de casa. Sem este acompanhamento não há como a criança aprender. A escola tem que suprir esta lacuna.
Aí, então, vamos saber se precisamos de mais e melhores Universidades ou mais e melhores Escolas Técnicas. Até lá tratemos de requalificar, ou qualificar os professores do ensino básico, e quando digo ensino básico estou também me referindo às creches e escolas infantis (públicas e privadas). Existem creches em que as pessoas que cuidam das crianças são analfabetas ou semianalfabetas. Como uma pessoa com esta escolaridade (ou falta dela) pode, por exemplo: ler uma historinha para as crianças e comenta-la com elas? Tratemos de dar escola integral (pública) à criança brasileira. Tratemos de reciclar o professorado do ensino básico. Tratemos de melhorar o salário destes professores. Se não fizermos isto com rapidez, dentro de breve espaço de tempo seremos, se é que já não somos, UMA NAÇÃO DE BOÇAIS.
Categoria: Crônicas
Escrito por Gerson Alvim às 16h23
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
 |

 |
| |
O EX-PRESIDENTE DESTEMPERADO
A EDUCAÇÃO VEM DO BERÇO
Ou
A TOTAL “NON SENSE” DO EX-PRESIDENTE
Ontem, ouvindo um telejornal, fiquei pasmo: O Ex-presidente da República, Senhor Fernando Henrique Cardoso, em um ataque de desespero, ou talvez, quem sabe, falta de educação e civilidade, fuzilou com palavras, de uma forma grosseira, o Presidente Lula; forma, que imagino, sem precedentes na história deste país, para quem já o presidiu. Achando que havia ouvido, ou interpretado mal a fala do Ex-Presidente, sintonizei outro telejornal e, aí, constatei que ele havia, realmente, perdido a compostura e os bons modos que devem acompanhar as pessoas, e, principalmente, um Ex-Presidente da República. Disse ele num discurso proferido em uma convenção do seu partido quando, este, elegia o novo presidente daquela entidade:
"Queremos brasileiros melhor educados, e não brasileiros liderados por gente que despreza a educação, a começar pela própria."
Ficou claro que ele falava para, e do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ex-torneiro mecânico, de origem humilde, e de baixa escolaridade, mas também, um homem de um imenso carisma, de grande poder de comunicação, hábil político, e, principalmente, em cuja gestão as condições de vida da população mais carente melhoraram; e muito; não há como negar!
Todos sabem que aquele senhor que já Presidiu esta Nação, é um homem de esmerada educação acadêmica, de títulos e honrarias conquistados nas mais conceituadas Universidades do planeta, de vasto conhecimento e “sabedoria”, tendo já escrito uma obra de peso para qualificar cada vez mais o seu “curriculum”; mas que é também um homem que, apesar de todo este lastro, possui um grave defeito: é pedante, de uma soberba incalculável, imensa arrogância, inveja plena e ganância voraz. Não admite ser preterido por outra pessoa. Por detrás de toda aquela cultura e títulos, está um homem que, quando Presidente, em seu primeiro mandato, permitiu que deputados fossem comprados para votar a sua reeleição. E, para quem quiser defendê-lo, gostaria de lembrar daqueles dois deputados do norte do país, que renunciaram quando foi descoberto que haviam ganho uma boa quantia em dinheiro, para votar a favor da reeleição para a Presidência da República. A tropa de choque do Senhor Presidente Fernando Henrique saiu em campo para abafar o caso. Como era maioria, conseguiu que nem a CPI proposta para apurar aquelas irregularidades fosse à frente. É evidente que muitos deles (deputados e senadores) devem ter entrado na bolada. Do mesmo modo que falam que o Lula sabia do mensalão, e acredito que sim, eu pergunto: E ele, o Presidente Fernando Henrique, não sabia da compra de votos para a sua reeleição?
Não acho que o Presidente Lula seja inocente sobre tudo o que acontece e aconteceu de ruim neste país, durante o seu governo, (mensalão, distribuição de cargos para tentar ganhar na votação da CPMF, tentar proteger Renan Calheiros, etc, etc), mas também, não aceito que venham me dizer que o senhor conhecido por FHC, o “Príncipe das Astúrias”, o “Senhor Sorbone”, o “Farol de Alexandria”, seja o guardião dos bons costumes, e agora, como pôde o Brasil inteiro constatar, não é ele o paladino e dono de uma boa educação. Educação não é somente aquela formal, construída nos bancos escolares desde a infância até às academias. Educação, a boa, a que forma o carater deuma pessoa, é aquela vinda e adquirida desde a mais tenra idade, quando a criança ainda suga o leite materno. Educação, além da educação universitária, construída à base de leitura e seminários, e de, muitas vezes, discussões estéreis em círculos acadêmicos, onde, o que prevalece, é a necessidade de se mostrar mais competente e sábio que os outros, é, sim, aquela ensinada pelos pais ou responsáveis pelo futuro cidadão, quando ele ainda aprende a dar os seus primeiros passos. E isto, pelo que pude constatar ontem à noite, o Senhor Fernando Henrique Cardoso, Ex-Presidente da República Federativa do Brasil, não teve. Ser deseducado e grosseiro, não importando se com uma pessoa comum, do povo, ou com alguém que ocupa a cadeira de Presidente da República, não fica bem para quem tem tantos títulos honoríficos e, principalmente, já ocupou aquela mesma cadeira. Devia ele se dar ao respeito e para tanto, não ser deselegante. Elegância não deve ser mostrada só perante a autoridades e mandatários de outras nações. Elegância deve ser praticada, também, para o trato com pessoas humildes, ou menos dotadas de “saber”. Ser elegante é ter boa educação.
MAS ISTO, COMO JÁ DISSE, NÃO SE APRENDE NA ACADEMIA.
Categoria: Crônicas
Escrito por Gerson Alvim às 15h30
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
 |

 |
| |
Caro Gerson
Há algum tempo não lia algo que merecia repassar. O discurso que o escritor Amóz Oz proferiu ao receber o Premio Príncipe de Astúrias de Literatura é digno de nota. Curto e trazendo uma grande verdade. É muito mais fácil aprender a realidade através da ficção que através do jornalismo. A ficção é uma viagem pelo interior de pessoas reais, enquanto o jornalismo está engessado pela opinião do "formador de opinião".
É uma boa coisa para colocar no teu Blog.
Abraços,
Jorge
Amós Oz – "La mujer en la ventana"
Texto completo del discurso de Amós Oz al recibir el Premio Príncipe de Asturias de las Letras.
Señoras y señores,
He venido desde Jerusalén a hablarles de paz. Permítanme que les hable en el idioma de la Biblia
Si adquieres un billete y viajas a otro país, es posible que veas las montañas, los palacios y las plazas, los museos, los paisajes y los enclaves históricos. Si te sonríe la fortuna, quizá tengas la oportunidad de conversar con algunos habitantes del lugar. Luego volverás a casa cargado con un montón de fotografías y de postales.
Pero, si lees una novela, adquieres una entrada a los pasadizos más secretos de otro país y de otro pueblo. La lectura de una novela es una invitación a visitar las casas de otras personas y a conocer sus estancias más íntimas.
Si no eres más que un turista, quizá tengas ocasión de detenerte en una calle, observar una vieja casa del barrio antiguo de la ciudad y ver a una mujer asomada a la ventana. Luego te darás la vuelta y seguirás tu camino.
Pero como lector no sólo observas a la mujer que mira por la ventana, sino que estás con ella, dentro de su habitación, e incluso dentro de su cabeza.
Cuando lees una novela de otro país, se te invita a pasar al salón de otras personas, al cuarto de los niños, al despacho, e incluso al dormitorio. Se te invita a entrar en sus penas secretas, en sus alegrías familiares, en sus sueños.
Y por eso creo en la literatura como puente entre los pueblos. Creo que la curiosidad tiene, de hecho, una dimensión moral. Creo que la capacidad de imaginar al prójimo es un modo de inmunizarse contra el fanatismo. La capacidad de imaginar al prójimo no sólo te convierte en un hombre de negocios más exitoso y en un mejor amante, sino también en una persona más humana.
Parte de la tragedia árabe-judía es la incapacidad de muchos de nosotros, judíos y árabes, de imaginarnos unos a otros. De imaginar realmente los amores, los miedos terribles, la ira, los instintos. Demasiada hostilidad impera entre nosotros y demasiada poca curiosidad.
Los judíos y los árabes tienen algo en común: ambos han sufrido en el pasado bajo la pesada y violenta mano de Europa. Los árabes han sido víctimas del imperialismo, del colonialismo, de la explotación y la humillación. Los judíos han sido víctimas de persecuciones, discriminación, expulsión y, al final, el asesinato de un tercio del pueblo judío.
Cabría suponer que dos víctimas, y sobre todo dos víctimas de un mismo perseguidor, desarrollarían cierta solidaridad entre ellas. Desgraciadamente las cosas no son así, ni en las novelas ni en la vida real. Por el contrario, algunos de los conflictos más terribles son aquellos que se producen entre dos víctimas de un mismo perseguidor. Los dos hijos de un progenitor violento no tienen por qué amarse necesariamente. Con frecuencia ven reflejada el uno en el otro la imagen del cruel progenitor.
Exactamente así es la situación entre judíos y árabes en Oriente Medio: mientras los árabes ven en los israelíes a los nuevos cruzados, la nueva reencarnación de la Europa colonialista, muchos israelíes ven en los árabes la nueva personificación de nuestros perseguidores del pasado: los responsables de los pogroms y los nazis.
Esta realidad impone a Europa una especial responsabilidad en la solución del conflicto árabe-israelí: en lugar de alzar un dedo acusador hacia una u otra de las partes, los europeos deberían mostrar afecto y comprensión y prestar ayuda a ambas partes. Ustedes no tienen por qué seguir eligiendo entre ser pro-israelíes o pro-palestinos. Deben estar a favor de la paz.
La mujer de la ventana puede ser una mujer palestina de Nablus y puede ser una mujer israelí de Tel Aviv. Si desean ayudar a que haya paz entre las dos mujeres de las dos ventanas, les conviene leer más acerca de ellas. Lean novelas, queridos amigos, aprenderán mucho.
Las cosas irían mejor si también cada una de esas dos mujeres leyese acerca de la otra, para saber, al menos, qué hace que la mujer de la otra ventana tenga miedo o esté furiosa, y qué le infunde esperanza.
No he venido esta tarde a decirles que leer libros vaya a cambiar el mundo. Lo que he sugerido es que creo que leer libros es uno de los mejores modos de comprender que, en definitiva, todas las mujeres de todas las ventanas necesitan urgentemente la paz.
Quiero agradecer a los miembros del jurado del premio Príncipe de Asturias que me hayan otorgado este maravilloso Premio. Muchas gracias y mis mejores deseos a todos ustedes. Shalom Ubrajá.
Fuente: Fundación Príncipe de Asturias - 26/10/07
Escrito por Gerson Alvim às 14h24
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
 |

 |
| |
Poetando poemetos na falta de inspiração
Tenho deixado os meus milhões, quem sabe trilhões de leitores a ver navios. Abandonei-os amigos, por uma empreitada que hoje acabei de levar à cabo. Me perdoem. Como estou um tanto exaurido de idéias, e, para não deixa-los só, vou mandar um poemeto que escrevi em 97. Prometo voltar à carga em breve, soltando faiscas e raios para todos os lados, deixando todos os meus desafetos preocupados e os meus afetos mais amados.
Segue abaixo o poemeto.

Pecados
Nem sei mais os meus pecados,
São tantos!
São prantos!
Serão santos?
Não imagino mais os meus pecados;
Ateus,
Atoas,
Atávicos.
Não sinto aqueles que "obrei",
Mas sinto os que não cometi.
Aqueles que não carreguei,
Já os que sempre sonhei, omiti.
E foram tantos!
São Prantos!
Serão Santos?
Carreguei todos como um fardo,
Cantando trechos de um bardo,
Levando a vida no embalo
Dos gozos; prazeres do falo.
Pensei todos os meus pecados
Pesei-os todos também
São leves?, pesados?, nem sei...
São preces,
são rezas:
Amém.
Categoria: Poetando
Escrito por Gerson Alvim às 18h10
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
 |

 |
| |
A SEXTA ONDA DE EXTINÇÃO

Texto descoberto e sugerido por meu amigo Jorge Mills
(Agência France Press)
Grandes extinções do passado estão ligadas ao aquecimento global
Qua, 24 Out, 08h27
PARIS (AFP) - O aquecimento global poderá provocar a sexta onda de extinção de espécies nos próximos séculos, adverte um estudo que estabelece um vínculo entre o aumento das temperaturas e os desaparecimentos em massa de animais nos últimos 500 milhões de anos.
Cada um dos cinco períodos precedentes de queda brusca na biodiversidade - incluindo o que provocou o desaparecimento de 95% das espécies - corresponde a um período de aquecimento global, destaca o estudo publicado pela revista britânica Proceedings of the Royal Society.
As altas de temperatura previstas para os próximos séculos são comparáveis às registradas nos picos do efeito estufa ocorridos no passado, destaca Peter Mayhew, principal autor do estudo, que prevê que "as extinções vão se multiplicar".
Segundo especialistas do painel da ONU sobre o clima, o aquecimento climático até o final do século será de entre 1,1°C e 6,4°C, em relação às temperaturas das últimas décadas do século XX.
Estudos precedentes permitiram estabelecer um modelo de mudança climática e encontrar as causas de certas extinções em massa, mas a correlação entre ambos ainda não havia sido estabelecida sistematicamente sobre um período muito longo.
O estudo divulgado hoje é baseado nos trabalhos de três cientistas da Universidade de Leeds, na Grã-Bretanha, que calcularam a temperatura superficial dos oceanos a partir dos níveis de pH e oxigênio nos fósseis.
Determinaram assim as flutuações - ao longo de dezenas de milhões de anos - entre períodos "com efeito estufa" e períodos "glaciais".
Ao contrário do que poderia sugerir a abundância atual de fauna e flora nas regiões úmidas, a biodiversidade era maior durante os períodos frios.
O estudo não se concentra nas razões do aquecimento global - como a explosão de um vulcão gigante, impacto de um asteróide, ciclo natural ou atividade humana -, apenas em suas conseqüências.
Categoria: ECOLOGIA
Escrito por Gerson Alvim às 00h24
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
 |

 |
| |
Poetando em 1998
ODE SEGUNDA À SERRA DO CURRAL
Gerson Alvim
(1998)
Última muralha entranhando horizontes,
Serra de cercas e curral de reis,
Vazando céus, entrecortando montes,
Mirando o vale de oblíqua tez.
Quisera tê-la, como era linda!
De minha infância
Recordo-me quão
Imponente muro
Cerceando a vista,
Levava-me a sonhos improváveis,
Talvez,
Solidão.
Categoria: Poetando
Escrito por Gerson Alvim às 14h43
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
 |

 |
| |

E aí estamos nós. Eu e minha Beth. Dentro de alguns dias apresentarei meu neto, Pedro, que nasceu em agosto e, segundo meu filho Felipe, seu pai, é mais um atleticano na praça. Se meu velho pai, José Pessoa, estivesse ainda entre nós, deserdaria os dois. Como gostava de sofrer o seu Pessoa! Era torcedor fanático do América.
Hoje estou sem assunto, por isto me apresentei em corpo e alma.
As crônicas abaixo merecem ser lidas. Quem arriscar abri-las não irá se decepcionar.
Escrito por Gerson Alvim às 16h54
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
 |

 |
| |
O TELEMARKETING INOPORTUNO
O telefone tocou. Eu estava ocupado escrevendo as minhas memórias, concentrado no aperfeiçoamento do texto. Venho fazendo esta tarefa há uns dez anos. Já deixei de executá-la algumas vezes, o que perfaz a metade do tempo que venho levando para criá-la. Não consigo fixar-me em um trabalho por muito tempo. Tenho que parar de quando em vez o que faço e trocar de objetivo. Depois, volto novamente àquela tarefa e, já com as baterias renovadas, retomo de onde parei e sigo em frente.
O telefone tocou. Deixei o que fazia, cortei o meu raciocínio e fui atende-lo.
- Alô (eu falei).
- Boa Tarde senhor, gostaria de falar com o senhor Gerson. (Falou uma voz de mulher do outro lado da linha. Vinha com o sotaque cheio de erres na ponta da língua, próprio da fala paulistana).
Não precisava de mais nada. Eu já sabia do que se tratava. Vinham me atormentar com mais uma venda por telefone.
Perguntei: - Quem deseja falar com ele?
- Meu nome é (fulana de tal) e falo em nome da (firma tal).
- Pois não (fulana de tal) aqui é o Gerson.
- Como vai o senhor, seu Gerson? O senhor tem passado bem, não é mesmo?
Fiquei calado. Não suporto esse tipo de tratamento falso, onde uma pessoa que não me conhece, nunca me viu, invade a minha casa, a minha linha telefônica, e vem querer que eu ache que ela está preocupada comigo, se passo bem ou não. Convenhamos, isto é de uma atitude tão calhorda que não tem tamanho! Porque não desejar somente, bom dia, boa tarde ou boa noite e entrar logo no assunto a que veio?
- Senhor Gerson, o senhor tem passado bem? – Voltou a repetir.
- Sim minha filha, o que você deseja?
- Senhor Gerson, a nossa empresa escolheu o senhor, que é um cliente preferencial para nós, para que entre em nosso plano X, que vai melhorar sua vida no que tange ao assunto Y e bla, bla, bla, bla, bla, bla...
- Minha filha, eu estou neste momento muito ocupado e, além do mais, não estou interessado em adquirir o seu produto...
Sem deixar que eu terminasse a frase ela entrou com a pergunta?
- Porque, senhor Gerson, o senhor não quer me ouvir? O senhor precisa ver que o que estou lhe oferecendo é muito bom para o senhor.
E aí entrou com o terrível gerundismo que infesta a fala destes telemarqueteiros, gerundismo que nasceu na terra de Oswald e Mário de Andrade, por alguém que pensou “estar sendo” requintado falando assim.
- Eu “vou estar fazendo” para o senhor um plano que, tenho a certeza, vai lhe satisfazer.
- Minha filha, por favor, ouça o que estou lhe dizendo: Eu não quero comprar o seu plano, a sua mercadoria. Eu estou muito ocupado e preciso desligar. Me desculpe, mas eu tenho que desligar.
- Mas seu Gerson (com o “R” irritante na ponta da língua, aquela fala pedante, que se crê superior) Porque o senhor não quer o plano que “vou estar fazendo” para o senhor?
Aí não agüentei mais.
- Moça, eu não quero, por que não quero. E tem mais, você não tem o direito de achar que eu lhe devo satisfação sobre a minha vida. O motivo só a mim pertence. Você quer invadir a minha privacidade. Me desculpe mas eu vou desligar.
- Espere seu Gerson, me diga porque o senhor não “quer estar me ouvindo”?
Desliguei o telefone.
Aí, não consegui pegar o “fio da meada” e continuar a escrever. Ela conseguiu me tirar do sério.
Não é a primeira telemarqueteira que procede comigo desta forma.
Fico, então, me perguntando: Porque eu pago uma linha de telefone para receber chamadas de pessoas amigas e parentes, para telefonar para amigos e parentes, para telefonar para onde bem me interessar e sou obrigado a receber chamadas de pessoas das quais não me interessa receber?
Quando quero comprar algum produto, sou suficientemente bem informado para procurá-lo, sem que haja necessidade de que pessoas terrivelmente desagradáveis, chatas e, porque não dizer, mal preparadas, me importunem. Se querem fazer propaganda e vender a sua mercadoria porque não fazer uma mala-direta, enviando pelo correio a sua mensagem?
Acho que o telemarketing está extrapolando a todos os limites do bom-senso e até da boa educação. Já me aconteceu de esperar um telefonema importante, para mim, e, no meio desta espera, entrar em minha linha um telemarqueteiro, impedindo-me de falar com a pessoa que me ligaria.
Deveria haver alguma forma de o assinante de linha telefonica, liberar ou não a sua para as empresas de telemarqueting.
Uma lei feita pelo Congresso Nacional, talvez
resolvesse esta questão.
Gerson Alvim Pessoa
Na madrugada do dia 21 de outubro de 2007
Escrito por Gerson Alvim às 09h53
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
 |


 |
| |
No mês de julho, logo no inicio, me veio uma idéia que resolvi por em prática, isto é: espalha-la o máximo possível pelas cabeças que tomam alguma decisão neste nosso país. Mandei em torno de nove mil correios eletrônicos. Agora, para abrir este Blog, resolvi coloca-lo aqui para ver se da sorte. Quem sabe mais umas duas ou três pessoas o lêm.
Não pretendo ter neste blog uma linha editorial definida. Poderei escrever sobre política, esporte, meio ambiente (que é o caso de agora) ou qualquer outro tema. Não quero ter a obrigação de escrever todos os dias, só quando me der na cabeça. Sempre tive vontade de ter um lugar onde expor as minhas idéias. Vamos ver se isto vai dar certo.
ARBORIZAÇÃO DAS CIDADES BRASILEIRAS
(divulgue esta idéia)
Há pouco mais de um mês, estava eu, em frente à televisão, vendo algum noticiário, quando, mais uma vez, entrou uma matéria sobre o meio ambiente: “Devastação da Amazônia”. Cada vez que ouço coisas deste tipo, entro em pânico. Não sou mais criança e sei que se ocorrer alguma catástrofe, maior do que as que já acontecem, pela existência do buraco na camada de ozônio, pela matança indiscriminada e criminosa de animais silvestres, pela destruição de mananciais e nascentes de rios, pela derrubada das florestas no Brasil e no mundo, eu, provavelmente, não estarei aqui para absorvê-la nas costas, mas, com certeza, meus filhos e netos estarão.
Tenho sessenta e três anos. Com três pontes de safena, uma reto colite ulcerativa e, coroando esse elenco de doenças, um diabetes, não deve me restar muito tempo. Mas, o que será das gerações que estão chegando e que ainda virão!? Mesmo que o homem pare, neste momento, de poluir a atmosfera terrestre, de todas as formas que o faz, e de destruir as suas forças, que são a água e as matas que purificam o ar, o mal já está feito; e, acho eu, com efeitos e danos ainda a médio e longo prazo.
Replantar o que arrancaram da terra, duvido que o façam, até porque iria ferir grandes interesses. Áreas gigantescas de matas, que se transformaram em pastagens para o gado e campos de soja, jamais tornarão a se transformar em florestas.
Conheço muitas cidades deste país, grandes e pequenas. As grandes, quando são arborizadas, são, quase que exclusivamente, nas regiões de maior poder aquisitivo. As ruas das periferias, normalmente, são largadas às traças. Não se encontra uma árvore em seus passeios e as que existem, naquelas regiões, são plantadas nos quintais das casas. Cidades de menor porte, já encontrei algumas com pouquíssimas árvores plantadas nas ruas. Já ouvi, de pessoas destes lugares, que árvore é coisa pra roça. São cidades áridas. Quando chega o verão, se tornam insuportáveis.
Varrido pela angústia, assentei-me em frente ao computador, indispensável hoje para quem gosta de escrever suas frustrações e idéias, deixando em sua memória uma solução para, pelo menos, minimizar os danos causados ao meio ambiente pelo homem “civilizado”. Feito isto, li e reli o que havia escrito. Nada de excepcional. Propunha às cidades brasileiras, uma tomada de posição: que plantassem, em suas ruas, praças, avenidas, parques e qualquer lugar disponível, a mesma quantidade de árvores para o número de habitantes do lugar. Uma cidade, com quinze mil habitantes, plantaria quinze mil árvores, com um milhão de habitantes, um milhão de árvores; e assim por diante.
Propus ainda: que a cada ano subseqüente, se plantassem, nas cidades, a quantidade de árvores para o número de crianças nascidas no ano anterior, naquele lugar. É evidente que, em determinado momento, não haveria mais espaço para se plantar. Aí, seria só o replantio de árvores que não teriam vingado. Além disso, escrevi em meu texto que, para se programar e executar bem este processo, deveria ser feito uma conscientização em massa da população brasileira se usando os meios de comunicação, principalmente a televisão. Ensinar as crianças, nas escolas, a cuidar das árvores e, cada família, a cuidar daquela plantada em frente à sua residência. Na teoria, seriam cento e noventa milhões de árvores plantadas pelo Brasil afora. Difícil sim, impossível não.
É a melhor solução? Com certeza não... mas é alguma coisa. Melhor seria deixar que as florestas se regenerassem espontaneamente ou, então, replantá-las. Mas, isto é completamente utópico, em se tratando de decisão do homem “racional”.
Venho mandando o tal texto, que tem o título: “LEVE ESTA IDÉIA PARA A SUA CIDADE”, para diversas autoridades deste país, desde o governo federal até para as prefeituras e câmaras de vereadores de cidades de grande, médio e pequeno porte. Mandei para deputados e senadores, para todas as assembléias legislativas e para muitos órgãos de imprensa. Mandei para a CNBB e paróquias de norte a sul, de leste a oeste deste país. Remeti às Igrejas Evangélicas de confissão Luterana, Batista, Metodista e Presbiteriana. Mandei também ás entidades Espíritas espalhadas pelo Brasil e templos Budistas. O objetivo é que as pessoas que se comunicam com o público “comprem” esta idéia e a retransmitam. Quem sabe, alguma coisa acontece...
Tenho recebido retornos interessantes e alguns poucos, atrevidos e mal criados. Mas, isto faz parte do ofício de escriba, principalmente do neófito nesta arte.
Até hoje já foram enviados mais de oito mil correios eletrônicos. Se eu conseguir que uma rua, que nunca viu a sombra de uma árvore, seja arborizada, já me darei por satisfeito. Sou pouco exigente.
Escrito por Gerson Alvim às 23h44
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
 |

 |
| |
Retirado do Blog "Conversa Afiada" do Paulo Henrique Amorim
MAURO SANTAYANA: PALMAS PARA O GRANDE TRAIDOR
Leia abaixo artigo do jornalista Mauro Santayana(*), publicado na Revista do Brasil, edição de 16 de setembro de 2007:
Palmas para o grande traidor
O Estado nacional sofreu uma sucessão de golpes a partir da segunda metade do século 20. O ápice da agressão foi a chegada de FHC, que proclamou, arrogante, o seu fim
Por Mauro Santayana
Dois fatos de agosto chamaram a atenção do colunista. O primeiro é o processo contra parlamentares de quase todos os partidos, que se valeram de recursos de origem espúria, no episódio conhecido como “mensalão”. Quando redigíamos este texto, o STF começava a aceitar a denúncia contra a diretoria do Banco Rural. É um bom começo, tendo em vista os privilégios do sistema financeiro nacional. Espera-se que, seguindo esse fio, possamos chegar à punição dos que contribuíram para a remessa ilegal de recursos ao exterior, em caminhões fechados, pela fronteira de Foz do Iguaçu, usando o Banestado e outras instituições menores.
Como o principal responsável confessou em depoimento à CPI, a atividade ilícita foi autorizada por simples portaria do Banco Central, assinada pelo seu então presidente, Gustavo Franco. Com esse instrumento, os caminhões cheios de dinheiro, que atravessavam o Rio Paraná, não eram vistoriados na fronteira, nem pela Polícia Federal, nem pelos fiscais aduaneiros.
No dia em que houver bom senso em nosso país, o Banco Central estará sob as rédeas rigorosas do Executivo e do Parlamento. Tal como ocorre nos Estados Unidos, seus diretores terão de executar a política decidida pelo Estado – e não ditar ao Estado a política a ser seguida. Em nosso país, o Banco Central tem servido apenas para engrossar os lucros das instituições privadas, como mostram os balanços publicados. Espera-se que o processo aberto no STF vá além dos parlamentares do PT – que são o alvo preferencial da mídia – e, seguindo os passos de Marcos Valério, chegue aos tucanos que o inventaram e dele se serviram em primeira mão, durante o governo de Eduardo Azeredo, em Minas Gerais.
Agosto lembrou também o gesto de excepcional grandeza de Getúlio Vargas. Acossado pelos meios de comunicação, traído por parte das Forças Armadas e vítima do ódio de seus adversários, que, aliados dos Estados Unidos, não aceitavam o desenvolvimento soberano do Brasil, Vargas fez da morte a grande vitória, ainda que temporária, contra seus inimigos. Foi graças a seu gesto que Juscelino pôde eleger-se, assumir a Presidência e nos proporcionar o grande salto de desenvolvimento dos anos 50.
Vargas, não obstante ter governado ditatorialmente, foi o estadista que modernizou o Estado nacional, abriu caminho à ocupação do território, estabeleceu a infra-estrutura para o desenvolvimento industrial, com a Vale do Rio Doce, a Siderúrgica Nacional, a Petrobras e a Eletrobrás. E, ao criar as leis trabalhistas, começou a redimir o povo brasileiro da servidão às oligarquias, a que vinha sendo submetido desde os governadores gerais. O nacionalismo desenvolvimentista sofreu uma sucessão de golpes, sendo o ápice de sua decadência a chegada do sr. Fernando Henrique Cardoso, que proclamou, arrogante, ter-lhe dado fim no final do século 20.
Vale a pena ler a extensa matéria, assinada pelo sr. João Moreira Salles, publicada pela revista Piauí, na edição de agosto. Fernando Henrique Cardoso faz as mais estarrecedoras confissões de um ex-presidente da República. Reitera o seu deboche pelo povo brasileiro, que qualificou de “caipira” quando no poder, e ofende o nosso patriotismo, ao dizer que “no Brasil, parada de Sete de Setembro é uma palhaçada”.
O desdém absoluto vem no final de suas declarações a João Moreira Salles. Dona Ruth Cardoso, presente à entrevista, conta que, certa vez, em Buenos Aires, foram reconhecidos por um ônibus de turistas brasileiros, que desceram e passaram a fotografar o casal. “Deviam ser todos petistas, Fernando, e você não passava de uma atração turística”, comenta a ex-primeira dama. Segundo a matéria, FHC não se dá por vencido. “Em restaurantes de Buenos Aires eu sou aplaudido quando entro. É que eu traí os interesses da pátria, então eles lá me adoram.” Sem comentários.
(*) Mauro Santayana trabalhou nos principais jornais brasileiros desde 1954. Foi colaborador de Tancredo Neves e adido cultural do Brasil em Roma nos anos 80. É colunista do Jornal do Brasil, do qual foi colunista na Europa (1968 a 1973) e articulista free lancer de diversas publicações
Escrito por gersonap às 21h40
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
 |


|