Blog do Gerson Alvim
   
 
   



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Poetando

 

À MINHA BELO HORIZONTE

Em homenagem à cidade onde nasci, Belo Horizonte, que hoje completa cento e dez anos, segue abaixo um poemeto, cometido há algum tempo.  Já coloquei neste blog outro que cometi sobre o mesmo assunto, faz algum tempo.

 

 

Serra do Curral e outras Serras

 

As serras da minha terra – conheço poucas,

Quase só a do Curral,

Negra – Íngreme – Vertical,

Do Sion quase à Baleia,

Cada metro, dobra e veia.

 

E elas são tantas!

Quase infinitas.

Inexpugnáveis – Duras – Maciças,

Sobejamente abundantes – bonitas.

Entrecortam-se qual laço de fitas.

Mas delas...

Quase não sei.



Escrito por Gerson Alvim às 17h08
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Poetando poemetos na falta de inspiração

Tenho deixado os meus milhões, quem sabe trilhões de leitores a ver navios. Abandonei-os amigos, por uma empreitada que hoje acabei de levar à cabo. Me perdoem. Como estou um tanto exaurido de idéias, e, para não deixa-los só, vou mandar um poemeto que escrevi em 97. Prometo voltar à carga em breve, soltando faiscas e raios para todos os lados, deixando todos os meus desafetos preocupados e os meus afetos mais amados.

Segue abaixo o poemeto.

 

Pecados

Nem sei mais os meus pecados,

São tantos!

São prantos!

Serão santos?

 

Não imagino mais os meus pecados;

Ateus,

Atoas,

Atávicos.

 

Não sinto aqueles que "obrei",

Mas sinto os que não cometi.

Aqueles que não carreguei,

Já os que sempre sonhei, omiti.

E foram tantos!

São Prantos!

Serão Santos?

 

Carreguei todos como um fardo,

Cantando trechos de um bardo,

Levando a vida no embalo

Dos gozos; prazeres do falo.

 

Pensei todos os meus pecados

Pesei-os todos também

São leves?, pesados?, nem sei...

São preces,

são rezas:

Amém.

 



Escrito por Gerson Alvim às 18h10
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Poetando em 1998

ODE SEGUNDA À SERRA DO CURRAL

 

Gerson  Alvim

(1998)

 

 

Última muralha entranhando horizontes,

Serra de cercas e curral de reis,

Vazando céus, entrecortando montes,

Mirando o vale de oblíqua tez.

 

Quisera tê-la, como era linda!

De minha infância

Recordo-me quão

Imponente muro

Cerceando a vista,

Levava-me a sonhos improváveis,

Talvez,

Solidão.



Escrito por Gerson Alvim às 14h43
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